Não sei desde nem até quando. Só sei que involuntariamente andei sob a chuva fina da tarde e senti esvair-me de todos os meus incômodos. Mas não foi de todo bom… sei que tenho agido mal com um coração, mas ele tem me dado tanto conforto que não consigo ‘desatar o nó que nos uniu, num desatino, um desafio’.
Não sei até quando vou agir contra as minhas convicções só por conforto. Também não sei até quando a minha benção vai ser tão grande, afinal, quem age mal paga um preço, e eu temo pelo meu pescoço.
Enquanto isso, apenas deixo a chuva cair nas minhas costas, quando não, na minha janela, e aproveito para me sentir livre dos meus incômodos, já que as minhas incertezas prevalecem.
