Novos Horizontes











{12 Setembro 2008}   Descompassada

Queria que meu pensamento tivesse a mesma capacidade de silêncio que a minha voz. Enquanto calo, grito por dentro.



{24 Julho 2008}   Das agonias

Alguém me disse que eu tô muito agoniada com tudo e tem razão.
Mas, como é que se desagonia?
Porque não é um fato ou outro, é mais um estado de espírito.
Claro que os acontecimentos ajudam, mas acho que o conta mais é como a gente se sente com relação a eles.
É claro que estou feliz, e satisfeita, e fazendo planos, mas mesmo assim sempre há uma pontinha de não-sei-o-que-fazer em toda a minha realidade de faz de conta.
E eu me sinto agoniada com relação a quase tudo ultimamente.
E não sei como fazer passar.
Estar com dor complica tudo, porque é coisa que me irrita profundamente.
Não conseguir um tanto de coisas.
Não poder aproveitar os dias com a melhor das companhias como deveria, poderia e gostaria.
Acho que é isso, mas nem eu sei.



{23 Junho 2008}   Blog com um “q” a mais ;]

O Novos Horizontes é um blog bem intimista, um pouco diferente da minha casa “oficial”, o Infinito Particular. Aqui eu escrevo de uma maneira bem minha, não seguindo os padrões que muitas vezes preciso respeitar no Infinitp. Tenho paixão por minhas casas, e esta aqui tem suas características especiais.

Acho que não fui só eu quem percebeu isso… =]
Cochise César, autor do blog
Quixotesco (que com certeza tem um q a mais), e, por acaso, tabém é meu namorado amado salve salve, presenteu este espaço com o selinho ai acima. Fiquei feliz de verdade… foi o primeiro presente (leia-se reconheimento) que o Novos Horizontes recebeu, e ser definido como um blog com um q a mais é muito compensador.

Então, agradeço de coração ao amor da minha vida (que é bem exigente, e jamé me daria esse selo apenas por eu ser sua namorada), e sigo a tradição de indicar mais alguns blogs merecedores deste reconhecimento. São eles: Driele do Chá Das Dez, que passou pro blogspot agora, mas que sempre se esforça muito pra manter o q a mais que seu blog tem. A Kari do Botando pra Fora, que escreve com o coração e poetiza a minha alma.  A Jaya do Deixa eu Brincar de Ser Feliz?, que tem uma sensibilidade tão grande, que extravasa e atingi os corações alheios. E a Tarci do Mente Insana, que é suuuper inteligente e aproveita dos assuntos variados pra divertir e entreter todo mundo.

Eeeeee!!!

Aqui o código do selo: <img class=”aligncenter size-medium wp-image-328″ title=”seloq” src=”http://quixotesco.files.wordpress.com/2008/06/seloq.png?w=300″ alt=”” width=”100%” />

E parabens pros bogs com um q a mais =]]



{14 Junho 2008}   Sexta-feira 13

Nada é inteiro. Tudo fica quase. Tudo. Até eu. Acho que é a mistura da nostalgia pelo que foi e a expectativa do que virá. Dias melancólicos. Pra mim, é assim. Alguns dias mais. Esse, por exemplo.



“Porque não são velhos tempos… São novos tempos que ficaram lá enquanto você seguiu em frente.”
(
Nathália Xavier) –> clique no nome para ver a linda imagem que acompanha a frase.

E depois de tanto tempo sem postar, eu apareço com um post que nem é meu, mas que é um dos mais lindos que eu já vi…

 

 



{25 Maio 2008}   Mudanças

Toda novidade traz essa confusão, essa sensação de tudo fora de lugar. E a gente fica tentando arrumar tudo, estabelecer a lei e a ordem. Mas, o que é novo escapa. Não encontra morada. Porque ainda não há.
E tudo o que espero é que ele passe na prova, pra que a nossa morada esteja mais próxima e as novidades sejam mais ordenadas. Ai ai…

 

 

PS: Agradeço pelos elogios que recebo pelos posts pequenos daqui, e peço, minhas gentes, deixem seus e-mails, para que eu possa agradecer e puxar conversa =]



{20 Maio 2008}   Juntos

E todos os dias têm ritmos diferente quando não são só meus.
Acho que danço mais bonito quando tenho par.

Dançamos. Pois.
Porque preciso aprender a conjugar no plural. E na contabilidade divina, pouco importa se o seu dom de semear o bem alcança uma criatura ou milhões de criaturas. Importa que você faça a sua parte, por pequena que seja, de um jeito que é só seu. Ou de vocês. Juntos;



{9 Maio 2008}   Medo

E no meio da noite, quando eu decido que estou ótima afinal de contas tenho uma vida incríve, eu me lembro de umas coisas de mil anos e começo a amar você de um jeito que, infelizmente, não se parece em nada com pouco amor e não se parece em nada com algo prestes a acabar.



{6 Maio 2008}   Novo Tempo

Tenho me entendido tão mais… Tenho me prestado tanta atenção. Tenho gostado da minha companhia, sabe? Pra variar. Pra variar, depois de anos e anos. Tenho mais consciência dos meus pensamentos, sentimentos e movimentos. Tenho mais consciência até da minha preguiça. Sei o que me faz bonita e o que é feio em mim. Sei o que me alegra e o que me dói. E tudo me completa, me constrói, me faz maior, melhor. É um tempo de morar aqui dentro e ser um bom lugar. Pra mim.



Joana tinha uma porção de namorados.

Um homem mais velho, com quem podia dividir planos para futuro e se divertir.
Um rapaz esforçado e trabalhador, doce, e de quem sabia que seria amiga para sempre e com quem conversava sobre qualquer coisa, sem nenhum receio.
Um outro, o mais novo, que lhe tinha amor verdadeiro, dava provas concretas de amor, a enchia de ternura e nunca deixava seus dias vazios.

De todos, Joana sabia que deveria amar o último, porque ele era merecedor de seu amor… mas ela, assim com nenhuma menina de 16 anos, era capaz de mandar no coração. Amava o do meio, justamente aquele que lhe confessara uma vez que não lhe tinha amor, apesar de muita estima (sincera), preocupação, bons sentimentos e as promessas de Para Sempre. 

Ficou sem saída, então continuou vivendo mediocremente, até que as coisas desandaram. Pedeu o homem mais velho, que era um ignorante sem esperança na vida. Ficou desolada e sofreu, mas quando passou, notou que poderia viver sem ele. Quando ele teve a recaída normal de todos os amantes e a quis de volta, ligou o dia todo e chorou com flores no portão, Joana soube como expulsá-lo de vez de sua vida.

Depois perdeu o segundo. Sofreu a pior da vida… chorou por três dias e três noites. Inteiros. Apesar das promessas de que seriam para sempre um do outro, que nada mudaria, e outras coisas, sentiu como se alguém tivesse roubado metade do seu coração e levado embora. E dessa vez acreditou no tal do Para Sempre. Mas foi notando como era verdade, apesar de tudo, ainda eram um do outro, nada tinha mesmo mudado, apesar de não se denominarem mais como namorados. Conseguiu ficar menos triste, e ajudou quando o momentoi dificil dele veio.

Quanto ao terceiro namorado, continuou com ele. E depois da última prova de amor que ele deu, passou a tentar amá-lo verdadeiramente. Desde então, ela não me contou mais nada… quando me escrever contando, eu compartilho aqui.



{27 Abril 2008}   Ela

abriu os olhos e mentalmente percorreu os últimos acontecimentos dos dias. Percebeu que não havia motivos para querer viver mais um dia. Não queria ter de responder perguntas, muito menos para si mesma. Pensar em respostas era coisa que a essa altura lhe causava náuseas. Sabia que não eram explicáveis coisas que não se cabem em palavras. 
Pensou na conversa que haviam tido a pouco e sentiu o coração em pedaços. Lembrou-se então de como dissimular alegria, entristece. 
Sentiu pesar sobre si todo o cansaço dos últimos acontecimentos, das últimas horas, dos últimos dias.
Pensou em mergulhar em busca de ar. Quanto mais fundo conseguisse ir, menos escutaria o próprio coração batendo forte a dor e angústia de ter visto despedaçados seus pequenos e frágeis planos de afeto, porque não conhecia outro ritmo que não fosse essa agonia. Desejou se perder de si mesma de uma vez para sempre. Não conseguiu. Ela.



{24 Abril 2008}   Realidade Virtual

tá legal, eu desisto: tudo já foi visto
olhos atentos a qualquer momento: é preciso acreditar
tudo bem, eu acredito: tudo já foi dito
olhos atentos a todo movimento: é preciso duvidar
viver não é preciso e nem sempre faz sentido
é preciso muito mais fé cega e pé atrás.

 

H.G.



{24 Abril 2008}   Desaprendi a andar.

Em maio, vou continuar fingindo que consigo.



{22 Abril 2008}   E hoje…

Acordei com aquele sentimento quentinho e macio de quem se sabe amada. Deus conserve.



Sábado de manhã minha mãe telefonou pra saber se – POR ACASO – eu teria levado o controle da televisão pro trabalho (sim, eu trabalho sábado de manhã, com chuvinha e tudo).
Agora, sou eu quem pergunta: que diabos eu faria com o controle de televisão de casa, lá no trabalho?
Eu, que nem assisto televisão.
E mesmo que.
O mundo anda tão complicado.


{20 Abril 2008}   Aqui chove.

Não sei desde nem até quando. Só sei que involuntariamente andei sob a chuva fina da tarde e senti esvair-me de todos os meus incômodos. Mas não foi de todo bom… sei que tenho agido mal com um coração, mas ele tem me dado tanto conforto que não consigo ‘desatar o nó que nos uniu, num desatino, um desafio’.
Não sei até quando vou agir contra as minhas convicções só por conforto. Também não sei até quando a minha benção vai ser tão grande, afinal, quem age mal paga um preço, e eu temo pelo meu pescoço.

Enquanto isso, apenas deixo a chuva cair nas minhas costas, quando não, na minha janela, e aproveito para me sentir livre dos meus incômodos, já que as minhas incertezas prevalecem.



{18 Abril 2008}   Vontades

Minhas vontades, sempre infinitas, passam muito rápido. E aí eu fico achando que eu não sei ter vontades. Que eu não mereço as minhas vontades. E me sinto sempre uma traidora prestes a desistir ou a enjoar de algo que nem deu tempo de acontecer. E aí fico com preguiça ou mesmo falta de coragem para ter novas vontades. Se elas vão passar, para que raios elas servem?



{17 Abril 2008}   Réplica

Joana,

Talvez nos seja concedido o refúgio do amor, não importa o que aconteça depois.

Amor,
Marcela.



{15 Abril 2008}   Vésperas

Joana tinha olhos castanhos e cabelos azuis. Não, não. Era o contrário. Cabelos azuis e olhos castanhos. Não, também não era isso… Ela tinha olhos azuis e cabelos castanhos. Sim, acho que era assim. Pouco mais de vinte anos, estava passando por muitos momentos complicados, todos ao mesmo tempo. Joana não queria mudar, mas não gostava de ser como era. Era complexa demais até para si mesma.

Um dia descorbriu que podia ser quem ela quisesse… mas não me revelou como. Fico aqui tentando adivinhar o que se passa com ela… nunca mais a vi, mas ela me escreve. Todos os dias. Chego em casa e sempre há uma carta, bilhete, lembrete de Joana na caixa de correio. O que nos aproxima, ao passo que nos distancia sempre da realidade. Acho que Joana não muda de vida de nunca… e pelo que vem me dizendo, talvez não me deixe mudar também.

Por enquanto, apenas releio cem vezes o último bilhete, e tento desvendar uma alma mais cheia de segredos e obscuridades que a minha própria. Às vésperas de perder a si mesma, Joana descobriu um jeito de nos mantr em contato, ainda não decifrei como acontece, mas ela consegue sempre ser pontual. E no mais? Pouco me importa se ela existe ou não, se é louca ou normal, bonita ou feia, alta ou baixa, ela é a única a quem eu entendo em sua totalidade e que me entende na minha, que me ama sem reservas e que me poupa de histórinhas vazias de finais de semana com namorado. Joana me poupa das dores, me encontra nas vésperas. em todas as minhas vésperas, mesmo que sejam vésperas de ontem.

 

“Marcela

Sei que tudo aqui anda bem melancólico.
Apesar de dolorida, acho a melancolia bonita.

Sorrirei, tomara.

Joana”



{11 Abril 2008}   Sem.

É. Vou tirar daqui de tanta encheção de saco.

E tenho dito.



et cetera
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